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Carteira de vacinação em dia: um cuidado para todas as idades

há 13 minutos
3 min de leitura

Quando pensamos em vacina, a primeira imagem que vem à cabeça costuma ser a de um bebê no posto de saúde. Mas a verdade é que a vacinação acompanha a gente a vida inteira. Manter a carteira de vacinação atualizada é uma das formas mais simples, seguras e eficazes de proteger a sua saúde e a de quem está ao seu redor.

Por que as vacinas são tão importantes?

As vacinas ensinam o nosso sistema imunológico a reconhecer e combater vírus e bactérias antes que eles causem doenças graves. Graças a elas, doenças que já foram muito comuns no Brasil, como a poliomielite e a varíola, foram controladas ou eliminadas.


Além de proteger quem recebe a dose, a vacinação tem um efeito coletivo: quanto mais pessoas vacinadas, menor a circulação das doenças. Isso protege também quem não pode se vacinar, como bebês muito pequenos, pessoas com algumas condições de saúde e pacientes em tratamentos que reduzem a imunidade.


Quando a cobertura vacinal cai, doenças que pareciam esquecidas podem voltar. O sarampo, por exemplo, reapareceu no Brasil nos últimos anos justamente por causa da queda na vacinação.


Vacinação na infância: a base da proteção

Os primeiros anos de vida são o período em que a criança recebe a maior parte das vacinas do calendário. Elas protegem contra doenças como tuberculose, hepatite B, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, coqueluche, difteria, tétano, meningite e febre amarela, entre outras.

Seguir o calendário no tempo certo é essencial, porque cada vacina é aplicada na idade em que a criança está mais vulnerável àquela doença. Algumas precisam de reforço para garantir a proteção completa, então é importante não deixar nenhuma dose para trás.

Na pré-adolescência, entra outra vacina importante: a do HPV, que previne diferentes tipos de câncer e é oferecida para meninas e meninos.

Dica: guarde a caderneta de vacinação da criança em um lugar fácil de encontrar e

leve-a em todas as consultas pediátricas. Assim, o médico pode conferir se está tudo em dia.

Adultos também precisam se vacinar

Muita gente acredita que, depois da infância, não precisa mais se preocupar com vacinas. Mas algumas proteções diminuem com o tempo, e outras só passam a ser indicadas na vida adulta. Entre as principais vacinas para adultos estão:

  • Dupla adulto (difteria e tétano): precisa de reforço a cada 10 anos.

  • Hepatite B: indicada para quem não completou o esquema de três doses.

  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): recomendada para quem não tem as doses registradas.

  • Febre amarela: para quem nunca tomou ou mora em áreas de recomendação.

  • Gripe (influenza): anual, especialmente para os grupos prioritários, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

  • COVID-19: conforme as orientações vigentes do Ministério da Saúde para cada grupo.

Gestantes e pessoas acima de 60 anos têm recomendações específicas, por isso vale conversar com o médico sobre o que é indicado para cada fase da vida.

Perdi minha carteira de vacinação. E agora?

Isso é mais comum do que parece. Primeiro, procure a unidade de saúde onde você costumava se vacinar, pois ela pode ter o registro das doses. Vacinas aplicadas mais recentemente também podem aparecer no aplicativo Meu SUS Digital.

Se não for possível recuperar o histórico, não se preocupe: o profissional de saúde vai avaliar o seu caso e indicar quais vacinas devem ser refeitas. Tomar uma dose novamente, nesses casos, é seguro.

Assista ao nosso vídeo

Preparamos um vídeo no nosso canal do YouTube com mais orientações sobre a importância de manter a vacinação em dia. Dá o play e compartilhe com quem você ama!


Cuide de você e da sua família

Manter a carteira de vacinação atualizada é um gesto de cuidado com você, com a sua família e com toda a comunidade. Aproveite para conferir a sua caderneta e a das crianças da casa. Na dúvida sobre quais vacinas tomar, converse com o seu médico.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

 
 
 

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